sexta-feira, 11 de novembro de 2011

14º Dia - Iquique-CHI

Mais uma vez a preguiça tomou conta da turma e, vendo o cansaço de todos, resolvi propor que ficássemos mais um dia ali, o que foi aceito na hora.

Dormimos até mais tarde e depois saímos para conhecer um pouco mais do local. Fomos ao ZoFri (zona franca) e por lá passamos várias horas. Mas o povo só gosta de dormir... ou os coloco na estrada, ou eles só pensam em cama. Vá entender...







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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

13º Dia - Iquique-CHI



Após um bom café da manhã e um papo bastante agradável com o Sr. Izaias, que nos falou com saudosismo sobre "outros tempos". Falou das mineradoras, das vilas que mais tarde acabaram abandonadas devido à queda de valor do salitre no mercado mundial e várias outras histórias do Chile.
Na saída fizemos questão de uma foto com nosso anfitrião tão simpático, na saída da garagem, que dá para uma espécie de praça, à beira mar.



Mejillones é uma pequena cidadezinha, aconchegante e arrumadinha. Na saída aproveitamos para circular um pouco pelas ruas e registrar através de fotos nossa passagem por ali.

O hotel onde passamos a noite
Imitando a chilena


Saindo da cidade
Terminal Mejillones [VER NO MAPA]



Saímos pela rodovia B-262 e logo chegamos à Panamericana por onde partimos rumo a Iquique.
A temperatura estava em torno de 12 graus... uma delícia!
Do lado direito a muralha das Cordilheiras e do lado esquerdo o Pacífico. Alguns quilômetros adiante paramos para umas fotos e avistamos ao longe umas edificações próximas da praia, e resolvemos ir dar uma olhada.

De um lado o Pacífico...

...do outro as Cordilheiras...

... e adiante a rodovia Interoceânica... [VER NO MAPA]

... resolvemos ir olhar aquela prainha.  [VER NO MAPA]



 Lá vamos nós, rumo à Playa Punta Chacaya (descobrimos pela placa encontrada no chão).

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Ficamos apreciando o Pacífico bem de pertinho e as aves quase não se importavam com nossa presença. Naquele momento a pergunta que pairava em nossas mentes era: será que alguém tem coragem de entrar nessas águas geladas? Seguimos sem resposta.

Ao fundo as motos... ainda mais ao fundo o "paredão"



Povoados pobres às margens da Panamericana



Paramos na cidade de Tocopilla, capital da província Tocopilla, para almoçar. É uma cidade até razoável diante da maioria da região mas tem apenas cerca de 25.000 habitantes. Por ali, assim como tem sido no Chile, motos são raridade. Lembro-me de ter visto motos em San Pedro de Atacama, mas de lá pra cá foram pouquíssimas... umas três no máximo. Eles não sabem o que estão perdendo...

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Após devidamente abastecidos seguimos em direção à Iquique-CHI.


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Tunel Pedro Galleguillos

Tunel Pedro Galleguillos... [VER NO MAPA]
Olhas elas aí


Chegamos em Iquique e mais uma vez a dificuldade de conseguir hospedagem. A "síndrome das pickups vermelhas"... quando chegávamos num hotel e avistávamos "esta espécie" já nem perguntávamos mais... partíamos para outro.
Rodamos um pouco, eu e a Lu, enquanto Wellington e Anna Paula ficaram aguardando. Encontramos finalmente o Hostal Vivar, bem simples mas o suficiente para o que queríamos: água quente para um banho e camas para descanso.
Saímos mais tarde para comermos algo chegamos à uma pizzaria de nome Tomatina... uma pizza deliciosa. Não era por excesso de fome não... era muito boa mesmo. Eu queria aproveitar um pouco mais a noite... muitas opções aparentemente interessantes, mas a turma só pensa em dormir. Tudo bem...









Chegando em Iquique-CHI



Iquique-CHI

Cassino local
Enquanto esperava a pizza teve que ir numa doceria
Pizza deliciosa!!!

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

12º Dia – Mejillones-CHI



San Pedro do Atacama x Mão do Deserto x Mejillones-CHI
Distância percorrida:
 499 km

Acordamos cedo e arrumamos as bagagens nas motos. Tomamos o desayuno e fomos tirar fotos com os companheiros Gaida, Paulo e Elaine, junto com as motos. Tiramos fotos também com a Kroo (será assim mesmo?) e sua irmã Jessica, ambas peruanas de Arequipa, que trabalham no Residencial Chiloe, onde ficamos, e foram sempre prestativas e simpáticas.

Elaine, Paulo, Gaida... e nós.
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Kroo

Jessica

Paulo, Kroo, Jessica, eu e Wellington

Mais uma chilena tirando onda


Tudo pronto para a partida ainda fui com a Lu até um caixa eletrônico e quando já estávamos saíndo parou um motociclista perguntando por “nafta”. Percebi um sotaque diferente e nem me dei conta que era uma Honda XRE300, apenas vi um adesivo da bandeira do Brasil na bolha e perguntei: “brasileiro?”. A resposta foi sim, e como seria complicado explicar como chegar ao posto, marquei no GPS e pedi que me acompanhasse.

Com o mineiro Dalton na saída 

O colega era o Dalton, mineiro (a placa da moto é de Betim) e estava viajando sozinho. Tinha vindo por outro caminho e estava retornando por ali. Sua moto estava com sérios problemas de rendimento e não parava ligada. Conversamos um pouco e tiramos algumas fotos. O levei até o Residencial Chiloe para apresentá-lo às meninas peruanas, que poderiam dar a ele um apoio em relação aos passeios que pretendia fazer. na verdade ele queria fazer os geisers e partir. Ficou super interessado em nos acompanhar até Machu Picchu mas tinha que estar de volta ao Brasil até o dia 17 (se não me engano) e assim seria complicado. Ele teve problemas também com um pneu furado e como eu tinha ainda uma bisnaga de vacina (Motoban), cedi a ele para que colocasse.





Pé na estrada… subimos rapidamente 1000 metros. Aquelas paisagens as quais já estávamos habituados. Muitas retas… Chegamos a Calama onde paramos para uma rápida alimentação. Abastecemos também as motos e seguimos. Nossa meta era chegar ao monumento La Mano del Desierto, a 75 km de Antofagasta, construída pelo escultor chileno Mario Irarrázabal e inaugurada em 1992.

Abastecimento e almoço em Calama-CHI

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Mais um povoado abandonado
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[VER MAPA]

Fotos tiradas para trás
[VER MAPA]

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Passamos pela entrada de Antofagasta e rumamos para a “Mão do Deserto”, o terceiro grande marco desta aventura. No momento em que a avistamos, ao longe, a alegria foi geral e a gritaria intensa.

Aponto para a "Mão do Deserto", do lado direito da rodovia

Vamos aproximando... mais uma vitória

Estamos chegando!!!

Pegamos a estradinha de chão, de cerca de 300 metros que leva até ela. Como eu já sabia, o vento ali é bem forte e já li vários relatos de motos que tombam enquanto se posa para as fotos. Nos prevenimos e procuramos uma posição estratégica, mas olha, o vento é forte mesmo, não dava pra largar as motos sozinhas pois certamente cairiam.

Foto histórica

Não dá prá soltar as motos
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Seguuuuuura!!!!

Tiramos fotos e mais fotos deste local, deste marco… deste momento, que ficará prá sempre em nossas lembranças. Uma emoção que inicialmente era só minha, mas mais uma vez eu percebo que agora, compartilho com eles.




Voltamos para Antofagasta, abastecendo num posto BR antes. Eu estava muito ansioso por ver o Pacífico pela primeira vez. Nada demais… certo… mas tinha um significado prá mim, desde o livro do Chardô, e eu esperei este momento por muito tempo. Uma nuvem bem carregada fez parecer que pegaríamos uma chuva na chegada, mas tal como já acontecera próximo à Salta, na Argentina, era só alarme falso. Contorna daqui e dali e eis que o Oceano Pacífico surge à nossa frente. Mais uma vez a emoção tomou conta… esta é a razão desta não ser uma viagem qualquer. Não se trata de turismo simplesmente… é um desafio próprio, uma meta estabelecida há anos, e a cada etapa vencida o prazer é muito grande.

Pela primeira vez a visão do Oceano Pacífico [VER NO MAPA]

Entramos em Antofagasta… que delícia!!!! Que saudade de civilização…rsrs. De cara a cidade caiu na graça de todos mas encontramos ali um sério problema: não havia hotel disponível. Rodamos mais de uma hora e nada. Todos lotados por conta das mineradoras. Impressionante… muitos hotéis mesmo, mas todos tomados. Também é incrível como se vê por aqui veículos 4×4. De todas as marcas e modelos… estão em toda parte… principalmnete na frente dos hotéis… rs. Aprenderíamos rapidamente que onde houvesse caminhonetes vermelhas... lotado!!!

[VER NO MAPA]

[VER NO MAPA]


Não tivemos alternativa senão seguir para Melijjones, cidadezinha bem menor, que na verdade é um balneário, mas que já foi também atingido pelo boom das mineradoras. Quando já estávamos prá desistir a Lu encontrou o Hotel Paris, que só tinha um quarto disponível, com uma única cama de casal. O proprietário se recusava a aceitar que ficássemos os quatro ali mas ela insistiu, implorou… e ele deixou. Ufaaaa… que bom. Ele ainda nos arrumou um colchão e edredons. Despencamos todos de cansados.

Meu orgulho era reavivado pelas estradas

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