sábado, 1 de janeiro de 2011

2º DIA: Eunápolis x Feira de Santana:

A noite foi complicada: o Rillion (5 anos) teve que ir parar no hospital e ficar no soro. Menos mal pois o hospit
al era exatamente ao lado do hotel. Fiquei lá até certa hora e depois a Lu trocou comigo para qu eu pudesse descansar um pouco.
No dia seguinte felizmente todos dispostos, renovados e prontos para mais uma jornada. Um bom café da manhã e logo pegaríamos a estrada novamente.
Neste dia encontramos um pouco de trânsito enquanto no dia anterior foi uma maravilha: pistas surpreendentemente vazias (imaginava que fosse intenso o movimento).
A parada para almoço foi em Itabuna e mais uma vez a escolha do local para parar não foi muito acertada. Com trauma do dia anterior a escolha desta vez foi por um shopping, onde se esperava "sombra e água fresca". Até que tivemos foi bom mas acabamos perdendo muito tempo ali. Definitivamente: shopping não é lugar para parada rápida... já deveríamos saber disso.
Voltamos para a estrada e pudemos desfrutar de trechos inesquecíveis, como a travessia de uma imensa mata que mais parecia um túnel, dentre outros.
Perdido numa curva um recanto de paz chamado de "Natureza Viva". Muito legal e aconchegante, perfeito para o que precisávamos: momentos de pausa para descansar e esticar as pernas.
Vamos agora com destino a Alagoinhas onde visitaríamos um casal de amigos (Jairo e Rai) mas a noite caiu e como já não sou nenhum menino e já não suporto viajar à noite, fizemos a parada para pernoite em Feira de Santana. Mais uma vez um vacilo: se tivéssemos ficado logo na chegada, em qualquer hotel ou motel ainda na BR-101 teria sido mais negócio do que andar vários quilômetros para chegar ao centro de Feira, em busca de um hotel. Mas chegamos bem, que era o que mais importava.

1º DIA: Piúma/ES x Eunápolis-BA

ATENÇÃO: Estes post estão com "apenas" UM ano de atraso...hehehe... a viagem aqui relatada foi realizada em janeiro de 2010.

Passamos a noite de reveillon em Piúma-ES e planejávamos iniciar a viagem lá pelo dia 02 ou 03, mas na noite do dia 31/12 bateu a ansiedade e decidimos: vamos sair amanhã logo cedo.
Saímos ao amanhecer do dia 01 de janeiro de 2010 rumo a Recife-PE. Eu na moto com a minha filha Anna Paula, e no carro o restante da turma: Lu (esposa), Matheus, Wellington e Rillion (filhos), e Bruno (namorado da Anna Paula).

Uma rápida parada para um café em Ibiraçu-ES e logo estaríamos novamente na estrada.
Passamos direto por Vila Velha e Vitória e aí começou a sequência de intermináveis paradas. A turma do carro parava a todo instante para vomitar. Também, ficavam todos num ínfimo espaço no carro uma vez que eram tantos os travesseiros... impressionante, mas enfim, cada doido com sua mania. E toma-lhe enjôo...


Parada para almoço em Pedro Canário, último município ao norte do Espírito Santo. Aproveito para
relembrar que foi aí meu primeiro pernoite em 1998 quando viajei sozinho com minha Honda Sahara 350.
Um sol de rachar e um calor "do inferno". Eu tento encontrar uma parada agradável mas a turma acha que mais importante é o reloginho biológico (acho que os embarques em plataforma já me deixaram mais acostumado a alterações). Conclusão: escolhem um restaurante onde os veículos ficaram "tostando" no sol, uma mesa ao lado do janelão onde o sol tentava invadir e nos "queimar". Em suma: todos comeram inquietos, desconfortáveis e loucos prá dar o fora dali. Prá quem já estava passando mal eu já imaginava que aquilo não representaria qualquer alívio.

Entramos em território baiano e tivemos que dar uma pausa em Teixeira de Freitas. O almoço pesava e aquela preguiçazinha assolou a todos. Difícil foi achar algum lugar aberto e que, de preferência tivesse sorvete, ou pelo menos um refrigerante gelado. Rodamos um bom tempo até que encontramos. Ficamos ali por mais de uma hora... foi revigorante.
Seguimos até Eunápolis onde chegamos já ao anoitecer. Encontramos o hotel Eunápolis Plaza Hotel, quase de frente para o trevo de entrada para Porto Seguro. Fica do lado esquerdo da pista, para quem vem do sul.


sábado, 30 de janeiro de 2010

Nordeste 2009

Depois de uma espera de 12 anos voltei ao nordeste de moto e desta vez com a família.
Fui na moto com minha filha enquanto minha esposa foi com os outros três filhos e o namorado de minha filha no carro.
Saímos de Itaperuna-RJ em 28 de dezembro para passagem de ano em Piúma-ES. Planejávamos sair de Piúma pelo dia 04 ou 05 mas a ansiedade bateu e na virada de ano decidimos: vamos amanhã cedo (dia 01 de janeiro de 2010).
Vou relatando a viagem em outros posts. (a foto acima foi tirada em Aracaju-SE, no Projeto Tamar, da Petrobras)
Em plena Pajuçara, Maceió-AL. Foi aqui que começamos o "love" em 1998.
Ainda em Maceió-AL, eu e a Ludika, entre a praia e o Jatiúca Resort
Eu e Anna Paula, entre o Jatiúca Resort e a praia.
Com o Rillion, em Porto de Galinhas-PE
Porto de Galinhas
Sinceridade? Não curti este lugar... não faz meu tipo.
Recife-PE
Recife-PE
Maragogi-AL
Chegando em Alagoas... que delícia!!!

Cantinho na beira da estrada, em território baiano.
Travessia de balsa pelo rio São Francisco, entre Sergipe e Alagoas
Café da manhã num hotel em Eunápolis-BA


Andar, andar, andar...tão bom quanto chegar.
Estrada baiana






quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Em breve estarei postando relato da viagem que estou fazendo com minha família pelo nordeste do Brasil. Esta viagem é um misto de turismo e aventura, além de servir de preparação para a grande aventura Macchu Picchu 2010, que vem por aí.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Onde tudo começou

Minha primeira moto foi uma CGzinha 85 comprada em 86. Tomei gosto pelas duas rodas e fiquei doido numa XR250 84 que encontrei a venda. Não teve jeito: comprei ela primeiro e vendi a CGzinha depois. O estilo fora de estrada ou misto (como queiram) sempre mexeu comigo. Fiquei com ela até 88... curti um bocado.

Eu e meu sobrinho Willian, em Sossego-RJ

Em 93 peguei uma Honda CBX 150 Aero... quem se lembra?


Não é ela, mas era exatamente assim
Início de 94 eu me desfaço dela prá pegar uma CB-450 DX. Experimentei pela primeira vez a "força do vento".

Também não é ela, mas era isso mesmo

Ainda em 94 me desfiz dela também e só voltei a ter moto em 97. Foi a vez da Sahara 97, comprada zerinho. Início de 98 ela me levou a realizar um sonho de muitos anos antes: viajar para o nordeste. Decidi assim, quase que de repente. Fomos sozinhos... eu, a Sahara e Deus. Foi indescritível e quem nunca experimentou deveria fazê-lo. Não... não falo de ir ao nordeste, embora todos devam fazê-lo também pois é SHOW, mas me refiro a viajar de moto... por centenas e centenas de quilômetros. Sem pressa e sem loucuras. Curtindo o sol e a chuva, os trechos em reta e as curvas sinuosas, o bom asfalto e os buracos (!?!)... desfrutando da liberdade e do prazer não de estar passando, mas sim se integrando ao cenário. Queria ter tempo e dim-dim prá rodar por aí a fora... e espero ainda poder um dia fazer uma longa viagem familiar... com pelo menos duas motos. Saberei esperar e se chegar a hora quero estar pronto.


Salvador-BA

Ainda em 98 me desfiz daquela saudosa Sahara e somente em 2001 voltei a reencontrar as duas rodas, indo buscar a SuperTenere97 em Salvador, na loja do Gileno (grande figura). Taí ela vindo de Salvador... baianinha arretada!!! Que moto!!!

Vindo de Salvador quando fui buscar a SuperNesta época criei uma lista no então - se não me engano - brgroups, denominada Clube BigTrails. A coisa vingou e, mesmo depois que me afastei por ter ficado sem moto e sem tempo, o SidMort de Campinas e a Milene Pé-de-Pano de Jaraguá do Sul tocaram adiante o projeto e hoje é um grupo "de responsa". (conheça mais em www.clubebigtrails.com.br)

Depois veio a experiência e o gosto pelo "fora-de-estrada" real. Adquiri uma DTzinha 200 que era um espetáculo... levinha e valente. Foi aí que vi o quanto é importante pra aprimorar a pilotagem esta experiência. Tenho que recomendar mais uma coisa: se nunca fez, tá na hora. Não precisa radicalizar, apenas experimentar. É gostoso e a gente desenvolve muito a pilotagem.

Depois veio a DTzinha 180 da Lu, que passou a me acompanhar nas trilhas. Experiência marcante e deliciosa. Em 2004 a Super foi vendida... buáááááá!!! Veio uma Tornado 250... ficou na rua enquanto morei em Niterói. Voltando prá Itaperuna veio também uma XR-200 que preparei prá Lu, afinal dava dó vê-la tendo que "kikar" a motoca no meio do mato... Ela nunca andou nesta moto.

A primeira e única trilha que fiz com este "trator"Mas bastou voltar prá Itaperuna prá Tornado se transformar. Pesada? Sim, se considerar as DTzinhas, mas que trator!!! Uma loucura nas trilhas. De repente via na minha garagem: uma Tornado 250, uma DT200, uma DT180 e duas scooter Suzuki Burgmann 125.

A Tornado acabei vendendo em 2006. Em 2008 veio a Fazer da Lu (da Lu, viu gente!!!).

Fazer 250 da Lu... ela escolheu a cor e cada detalheEm 2009 a XR200 acabou virando moto de serviço e a DT18o foi finalmente vendida. A DT200, meu xodozinho ainda está lá... não sei se vou conseguir me desfazer dela.

Minhas primeiras voltas com a DT200, em Itaoca-ESE prá eu retomar as viagens chegou uma XT660R... vida que segue.


Já curti muitas tardes assim...


Hoje o tempo é curto e quase não paro prá aproveitar o visual mas ele está sempre lá, de dia ou de noite. A amplitude do oceano nos permite a reflexão quanto a nossa pequinez e, ao mesmo instante, a nossa capacidade de abrangência.
Faz bem prá alma. É como encher os pulmões de ar.
Mas sou apenas um pontinho dentro desta "geringonça", que é um pontinho ainda mais insignificante na imensidão do oceano.